"Vós sois o sal da terra. Mas se o sal perder o sabor, com que se salgará? Para nada mais presta, senão para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens." (Mateus 5:13)

Ser "O Sal da Terra", como Sebastião nos ensinou, lembra-nos que a grandeza não reside em dominar a natureza, mas em coexistir harmoniosamente com ela. Não se trata de transcender a humanidade, mas de abraçá-la em sua totalidade — com suas imperfeições, mas também com sua capacidade infinita de amor e redenção.

Sua obra é a prova viva de que a beleza do planeta e a complexidade da condição humana não são elementos separados, mas faces de uma mesma moeda; intrinsecamente ligadas e, em última instância, interdependentes.

Ao ser esse sal, ele não apenas embelezou o mundo com seu olhar, mas o tornou mais justo, mais saboroso e mais digno de ser vivido. Foi um elemento essencial e transformador que, ao preservar o que há de bom, deixou um impacto eterno nos âmbitos espiritual, social e cultural.


In Memoriam: Sebastião Salgado (1944 - 2025)